quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Das doenças mundanas

Velhos, tenho pensado muito sobre um assunto que anda me dando certa angústia ultimamente. Nem sei como vou explicar isso aqui, porque é deep, complexo, entendem? Esses dias pensei numa frase, ao estar numa aula teórica falando do texto e sua cópias (lê-se texto como obra, seja artística, literária, roberto carlos, whatever): "Acho que toda obra de arte foi feita pra ser apreciada, não estudada."
Não estou dizendo que a obra não deve ter os seus vários signos, subtextos, referências e complexidades. Não digo para não nos debruçarmos sobre algo que realmente toca as inquietações da alma. Afinal, acredito eu também que é assim que outras boas obras surgem.
Só quero saber porque, toda vez que vejo um "doutor" falando sobre isso, é a coisa mais chata, arrogante, chata, narcisista, chata e chata que eu já vivi nesse um quarto de século?
Daí, entrei em parafuso: Algo que poderia ser extasiante, belo e transformador, é transformado em tédio, sono, e piadas como "entendi, tá na hora do intervalo?" A universidade está doente, nós estamos doentes, o mundo todo é um leproso em quarentena na idade média. Cada vez mais chego à conclusão de que a arte nunca mais vai sair da academia. E é até melhor que venha de fora mesmo.
Por causa dessa experiência, veio a questão: como colocar essas inquietações no meu trabalho?
Tudo isso numa aula de Literatura Comparada. Acho que no final, tem o seu valor dormir numa universidade.

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