Hoje pela manhã, pensei em dar continuidade à algo que havia escrito ontem antes de dormir... Fico meio receoso em usar palavras como amor... Não sei bem porquê... Na real, sei... É uma palavra banalizada, de certa forma, o que faz com que o uso dela fique sempre com a primeira leitura de ser banal... Enfim... Da série "Canções em uma manhã":
Coruja
Passo as noites perguntando
Cruzo os dias numa caixa
Sinto o frio da madrugada
Me deixar soturno
Como pães feitos de barro
Bebo sangue, suor e lágrimas
Cuido o louco alienado
Me mirar inteiro
Sei que ela me dá
Covardia, dias de horror
Mas tomo esse trago
Corpulento, lento de amor
Procurando coisa braba
Com meu laço sem maneio
Adormeço longe de casa
Com uma fala à-toa
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