segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Hoje pela manhã, pensei em dar continuidade à algo que havia escrito ontem antes de dormir... Fico meio receoso em usar palavras como amor... Não sei bem porquê... Na real, sei... É uma palavra banalizada, de certa forma, o que faz com que o uso dela fique sempre com a primeira leitura de ser banal... Enfim... Da série "Canções em uma manhã":

Coruja

Passo as noites perguntando
Cruzo os dias numa caixa

Sinto o frio da madrugada

Me deixar soturno


Como pães feitos de barro

Bebo sangue, suor e lágrimas

Cuido o louco alienado

Me mirar inteiro


Sei que ela me dá

Covardia, dias de horror

Mas tomo esse trago

Corpulento, lento de amor


Procurando coisa braba
Com meu laço sem maneio

Adormeço longe de casa

Com uma fala à-toa

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