Com ingressos à 15 reais (meia entrada para estudantes, idosos,classe artística e quem enviar seu nome para a lista amiga em contatoporongo@gmail.com). Preço promocional para alunos da UNISINOS: R$ 3 !!!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Série - A História das músicas
1 - Quem me dera
No verão passado fui tirar férias em um sítio da família. Mas nessa época eu tive a idéia romântica de fazer um disco completo, com todas as faixas compostas em uma tacada só. Então quando surgiu a oportunidade de tirar férias nesse lugar, eu pensei que seria a grande chance e fui de mala e cuia, me deixar ficar isolado. Assim eu ia fazer as minhas músicas.
O caso é que tentei ficar socado naquele lugar, mas é obvio que não deu muito certo.
Sabe como é. A gente fica lá naquele paraíso. Ai sai pra olhar o nascer do sol. Da uma pescada no açude, ai pinta uns passarinhos no poste, e... já era. Quando ia ver já tava no fim do dia, e as músicas lá, como sempre, sempre pela metade.
Mas cheguei a fazer alguma coisa. Eu fiz uma milonga.
A tal milonga tinha um violãzinho bonito e tal, mas tinha um problema sério: a letra era uma porcaria. Dava até pena de ter usado aquilo que fiz pra dizer toda aquela bobagem. Então, pra não deixar na gaveta, segui tocando sem abrir a boca, que era o que eu melhor poderia fazer.
Acontece que, alguns dias depois, abrindo um livro do Fernando Pessoa eu vejo um daqueles poemas lindos do Guardador de Rebanhos, onde o Fernando pessoa assina como Alberto Caeiro. E o poema falava sobre a vontade de ser simples. De viver como se fossemos um carro de bois. E eu fiquei perplexamente lisonjeado, por que aquilo foi psicografado pra mim, com certeza!
Aquele poema era tão meu, e tudo se encaixou tanto, era tão coerente... Deixa eu explicar melhor:
Eu fiz uma milonga e isso caracterizava esse ambiente campeiro. Meu dedilha-do, além de cíclico, como o girar da roda do carro de bois, também quase parava em vários momentos. A roda!! Sacou? Era tudo tão coerente!!!
É claro. Eu tive que dar umas adaptadas, por que o Fernandinho não sacava mui-to de canção, mas eu também não poderia querer tudo de mão beijada.
Bom, tudo era muito maluco.
Eu sai da serra do Rio Grande do Sul com uma música irremediavelmente inaca-bada em baixo do braço. Fui para João Pessoa na Paraíba na casa de familiares onde ao abrir um livro do Fernando Pessoa eu encontro a letra de uma Milonga. Meu Deus!!!
Bom, vou deixar o link para conferirem. A montagem é com imagens da porongo organizadas pelo André.
http://www.youtube.com/watch?v=Z6SPR29BL1g
Abraço
No verão passado fui tirar férias em um sítio da família. Mas nessa época eu tive a idéia romântica de fazer um disco completo, com todas as faixas compostas em uma tacada só. Então quando surgiu a oportunidade de tirar férias nesse lugar, eu pensei que seria a grande chance e fui de mala e cuia, me deixar ficar isolado. Assim eu ia fazer as minhas músicas.
O caso é que tentei ficar socado naquele lugar, mas é obvio que não deu muito certo.
Sabe como é. A gente fica lá naquele paraíso. Ai sai pra olhar o nascer do sol. Da uma pescada no açude, ai pinta uns passarinhos no poste, e... já era. Quando ia ver já tava no fim do dia, e as músicas lá, como sempre, sempre pela metade.
Mas cheguei a fazer alguma coisa. Eu fiz uma milonga.
A tal milonga tinha um violãzinho bonito e tal, mas tinha um problema sério: a letra era uma porcaria. Dava até pena de ter usado aquilo que fiz pra dizer toda aquela bobagem. Então, pra não deixar na gaveta, segui tocando sem abrir a boca, que era o que eu melhor poderia fazer.
Acontece que, alguns dias depois, abrindo um livro do Fernando Pessoa eu vejo um daqueles poemas lindos do Guardador de Rebanhos, onde o Fernando pessoa assina como Alberto Caeiro. E o poema falava sobre a vontade de ser simples. De viver como se fossemos um carro de bois. E eu fiquei perplexamente lisonjeado, por que aquilo foi psicografado pra mim, com certeza!
Aquele poema era tão meu, e tudo se encaixou tanto, era tão coerente... Deixa eu explicar melhor:
Eu fiz uma milonga e isso caracterizava esse ambiente campeiro. Meu dedilha-do, além de cíclico, como o girar da roda do carro de bois, também quase parava em vários momentos. A roda!! Sacou? Era tudo tão coerente!!!
É claro. Eu tive que dar umas adaptadas, por que o Fernandinho não sacava mui-to de canção, mas eu também não poderia querer tudo de mão beijada.
Bom, tudo era muito maluco.
Eu sai da serra do Rio Grande do Sul com uma música irremediavelmente inaca-bada em baixo do braço. Fui para João Pessoa na Paraíba na casa de familiares onde ao abrir um livro do Fernando Pessoa eu encontro a letra de uma Milonga. Meu Deus!!!
Bom, vou deixar o link para conferirem. A montagem é com imagens da porongo organizadas pelo André.
http://www.youtube.com/watch?v=Z6SPR29BL1g
Abraço
Hoje pela manhã, pensei em dar continuidade à algo que havia escrito ontem antes de dormir... Fico meio receoso em usar palavras como amor... Não sei bem porquê... Na real, sei... É uma palavra banalizada, de certa forma, o que faz com que o uso dela fique sempre com a primeira leitura de ser banal... Enfim... Da série "Canções em uma manhã":
Coruja
Passo as noites perguntando
Cruzo os dias numa caixa
Sinto o frio da madrugada
Me deixar soturno
Como pães feitos de barro
Bebo sangue, suor e lágrimas
Cuido o louco alienado
Me mirar inteiro
Sei que ela me dá
Covardia, dias de horror
Mas tomo esse trago
Corpulento, lento de amor
Procurando coisa braba
Com meu laço sem maneio
Adormeço longe de casa
Com uma fala à-toa
Coruja
Passo as noites perguntando
Cruzo os dias numa caixa
Sinto o frio da madrugada
Me deixar soturno
Como pães feitos de barro
Bebo sangue, suor e lágrimas
Cuido o louco alienado
Me mirar inteiro
Sei que ela me dá
Covardia, dias de horror
Mas tomo esse trago
Corpulento, lento de amor
Procurando coisa braba
Com meu laço sem maneio
Adormeço longe de casa
Com uma fala à-toa
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Das doenças mundanas
Velhos, tenho pensado muito sobre um assunto que anda me dando certa angústia ultimamente. Nem sei como vou explicar isso aqui, porque é deep, complexo, entendem? Esses dias pensei numa frase, ao estar numa aula teórica falando do texto e sua cópias (lê-se texto como obra, seja artística, literária, roberto carlos, whatever): "Acho que toda obra de arte foi feita pra ser apreciada, não estudada."
Não estou dizendo que a obra não deve ter os seus vários signos, subtextos, referências e complexidades. Não digo para não nos debruçarmos sobre algo que realmente toca as inquietações da alma. Afinal, acredito eu também que é assim que outras boas obras surgem.
Só quero saber porque, toda vez que vejo um "doutor" falando sobre isso, é a coisa mais chata, arrogante, chata, narcisista, chata e chata que eu já vivi nesse um quarto de século?
Daí, entrei em parafuso: Algo que poderia ser extasiante, belo e transformador, é transformado em tédio, sono, e piadas como "entendi, tá na hora do intervalo?" A universidade está doente, nós estamos doentes, o mundo todo é um leproso em quarentena na idade média. Cada vez mais chego à conclusão de que a arte nunca mais vai sair da academia. E é até melhor que venha de fora mesmo.
Por causa dessa experiência, veio a questão: como colocar essas inquietações no meu trabalho?
Tudo isso numa aula de Literatura Comparada. Acho que no final, tem o seu valor dormir numa universidade.
Velhos, tenho pensado muito sobre um assunto que anda me dando certa angústia ultimamente. Nem sei como vou explicar isso aqui, porque é deep, complexo, entendem? Esses dias pensei numa frase, ao estar numa aula teórica falando do texto e sua cópias (lê-se texto como obra, seja artística, literária, roberto carlos, whatever): "Acho que toda obra de arte foi feita pra ser apreciada, não estudada."
Não estou dizendo que a obra não deve ter os seus vários signos, subtextos, referências e complexidades. Não digo para não nos debruçarmos sobre algo que realmente toca as inquietações da alma. Afinal, acredito eu também que é assim que outras boas obras surgem.
Só quero saber porque, toda vez que vejo um "doutor" falando sobre isso, é a coisa mais chata, arrogante, chata, narcisista, chata e chata que eu já vivi nesse um quarto de século?
Daí, entrei em parafuso: Algo que poderia ser extasiante, belo e transformador, é transformado em tédio, sono, e piadas como "entendi, tá na hora do intervalo?" A universidade está doente, nós estamos doentes, o mundo todo é um leproso em quarentena na idade média. Cada vez mais chego à conclusão de que a arte nunca mais vai sair da academia. E é até melhor que venha de fora mesmo.
Por causa dessa experiência, veio a questão: como colocar essas inquietações no meu trabalho?
Tudo isso numa aula de Literatura Comparada. Acho que no final, tem o seu valor dormir numa universidade.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Contagem regressiva
Última semana!!!!
Caras, o showzito de ontem no Mostraí! foi ótimo, apesar da zica com o amp.
Vamo que vamo, falata uma semaninha só!!!!
Divulguem o show gurizada, vendam ingressos!!! Só depende de nós!
Caras, o showzito de ontem no Mostraí! foi ótimo, apesar da zica com o amp.
Vamo que vamo, falata uma semaninha só!!!!
Divulguem o show gurizada, vendam ingressos!!! Só depende de nós!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
¿Do Nada e do Tudo?
O nada existe e ele está dentro de tudo
Logo além daquilo que se chama fim
E que em mim é nada mais que o começo
De um outro capítulo de nós
Pois o nada é tudo que poderia
E tudo é tudo que é
Se foi é tudo
Se é também
Então meu bem me abraça
Que a mim só me interessa
Aquilo tudo que foi entre nós
Aquilo tudo que é entre nós
Aquilo tudo que será entre nós
Só e somente só
Nada do que seria me serve
Pra mim só serve o tudo!
Mas nem tudo me serve!
Porongos, estarei viajando esse findesemana. Segunda de tardezita devo estar aí. Abraço forte!
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Tulio Piva
Ja que até aqui não tem um registro meu como eu mesmo...
"PORONGO" NO TULIO PIVA DIA 16 DE JULHO AS 20:30
Acho que estes é o mais novo poema da roda: grande poeta!!
O Rumo dos ecos
Gabriel Aydos
Nasço do intento de alguém
Saio leve e leve vou
e cresço, me atiro em vôo
desço e subo ao céu ou perto do chão
amplio
espalho
e quanto mais cresço, mais pareço que sumindo vou
engano!
aqui estou
Sou um eco de agora
um eco de algo que gritaste outrora
"PORONGO" NO TULIO PIVA DIA 16 DE JULHO AS 20:30
Acho que estes é o mais novo poema da roda: grande poeta!!
O Rumo dos ecos
Gabriel Aydos
Nasço do intento de alguém
Saio leve e leve vou
e cresço, me atiro em vôo
desço e subo ao céu ou perto do chão
amplio
espalho
e quanto mais cresço, mais pareço que sumindo vou
engano!
aqui estou
Sou um eco de agora
um eco de algo que gritaste outrora
Pois é
Acabo de ser xingado pelo Youtube por um rock star portoalegrense. É o fim da picada. Comentei de uma versão em português que a banda dele fez de uma uma música que eu ouvia muito quando era criança. A letra em português não cola. Deixa o clima mais brega do que já é. E eu falei isso na maior educação, tchê. O cara me xingou de tudo que é jeito e o pior, xingou a porongo!!!
Eu fico puto porque acabo de descobrir que é um sucesso. Tá rodando em tudo que é Rádio!!! Não quero parecer mordido, fico puto porque um índio velho (deve ter seus 30 anos), bem sucedido, bom músico, fica se comportando que nem o guri da Restart que xingou muito no Twiter! http://www.youtube.com/watch?v=2s1w2NZrioE&feature=related
E deu, chega de perder tempo com isso que temos um show pra montar...
PS: Só eu posto nessa joça... vou mudar o nome do blog!
Acabo de ser xingado pelo Youtube por um rock star portoalegrense. É o fim da picada. Comentei de uma versão em português que a banda dele fez de uma uma música que eu ouvia muito quando era criança. A letra em português não cola. Deixa o clima mais brega do que já é. E eu falei isso na maior educação, tchê. O cara me xingou de tudo que é jeito e o pior, xingou a porongo!!!
Eu fico puto porque acabo de descobrir que é um sucesso. Tá rodando em tudo que é Rádio!!! Não quero parecer mordido, fico puto porque um índio velho (deve ter seus 30 anos), bem sucedido, bom músico, fica se comportando que nem o guri da Restart que xingou muito no Twiter! http://www.youtube.com/watch?v=2s1w2NZrioE&feature=related
E deu, chega de perder tempo com isso que temos um show pra montar...
PS: Só eu posto nessa joça... vou mudar o nome do blog!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Uma postagem falando sobre a banda tb... que percebi que não havia nada!!!!!!
Porongo é um fruto muito usado no Sul da America Latina como cuia de Chimarrão. No Norte do Brasil ele é a cabaça do berimbau. Ainda há outro significado atribuído ao nome porongo, aquele usado como gíria para definir a cabeça. O grupo Porongo surgiu a partir dos interesses em comum entre os músicos André Paz, Gabriel Aydos, Róger Wiest e Rubens Baggio. Todos tinham a idéia de unir suas composições, sua bagagem musical e ir em busca de uma sonoridade sem limitações que prezassem pela coerência entre aquilo que se diz e aquilo que se toca. Na configuração de baixo, bateria, voz, violão e guitarra o grupo Porongo revela um material musical autoral, totalmente inédito, com combinações rítmicas de diversos universos musicais, uma delicada preocupação harmônica, assim como letras mergulhadas num universo literário de grandes autores. Soa como um Brasil de ritmos latinos, mas também é pampiano. É do campo, mas urbano. É sulista, mas também nordestino. É mistura. E quanto mais, melhor.
Porongo é um fruto muito usado no Sul da America Latina como cuia de Chimarrão. No Norte do Brasil ele é a cabaça do berimbau. Ainda há outro significado atribuído ao nome porongo, aquele usado como gíria para definir a cabeça. O grupo Porongo surgiu a partir dos interesses em comum entre os músicos André Paz, Gabriel Aydos, Róger Wiest e Rubens Baggio. Todos tinham a idéia de unir suas composições, sua bagagem musical e ir em busca de uma sonoridade sem limitações que prezassem pela coerência entre aquilo que se diz e aquilo que se toca. Na configuração de baixo, bateria, voz, violão e guitarra o grupo Porongo revela um material musical autoral, totalmente inédito, com combinações rítmicas de diversos universos musicais, uma delicada preocupação harmônica, assim como letras mergulhadas num universo literário de grandes autores. Soa como um Brasil de ritmos latinos, mas também é pampiano. É do campo, mas urbano. É sulista, mas também nordestino. É mistura. E quanto mais, melhor.
Vou fazer as honras da casa então?
Bem vindos à Porongo Por Dentro, ótima sacada de Róger Wiest, de fazer um blog da banda porongo. Eu sempre gostei dessas coisas, espero que esse blog funcione!
Pra começar... um tema que eu descobri pelo Lito vitale... el seclateño conta a história do povo de seclanta de salta, na bolivia... povo descendente dos índios quichuas... e baguala é um ritmo argenticno parecido com o zamba... mas mais lento e lamurioso...
Aqui, uma maravilhosa versão do pedro aznar... que descobri depois de conhecer a música pelo Lito Vitale, mesmo sendo um fanzaço do Aznar... a qualidade não é boa mas foi a única que achei no youtube! quem quiser ver uma melhor, só aqui em casa!
Uma boa pedida pra Porongo!
Bem vindos à Porongo Por Dentro, ótima sacada de Róger Wiest, de fazer um blog da banda porongo. Eu sempre gostei dessas coisas, espero que esse blog funcione!
Pra começar... um tema que eu descobri pelo Lito vitale... el seclateño conta a história do povo de seclanta de salta, na bolivia... povo descendente dos índios quichuas... e baguala é um ritmo argenticno parecido com o zamba... mas mais lento e lamurioso...
Aqui, uma maravilhosa versão do pedro aznar... que descobri depois de conhecer a música pelo Lito Vitale, mesmo sendo um fanzaço do Aznar... a qualidade não é boa mas foi a única que achei no youtube! quem quiser ver uma melhor, só aqui em casa!
Uma boa pedida pra Porongo!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
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